novembro 3rd, 2011 § 0 comments § permalink

Uma das cenas de que mais gosto em Forrest Gump é a da Tempestade. Todo mundo lembra. Um furacão assola o mar e as ondas atacam o navio que Forrest Gump comprou para pescar camarões com o Tem. Dan. Do alto do mastro, com as pernas amputadas, o tenente grita como um louco, esbravejando contra Deus, numa espécie de vale-tudo teometereológico. Por fim o furacão se dissipa e o navio dos dois é o único a permanecer ativo na região. Num mar agora tranquilíssimo, o tenente Dan se joga e agradece a Deus por ter salvado sua vida.

O que isso tem a ver comigo? Digamos que estou vivendo eventos semelhantes, mas com resultados, até agora, diferentes. Sonho com o dia em que o furacão passar. Enquanto ele não passa, fico aqui em cima do navio, esbravejando não contra, e sim com Deus. Sei que Ele está pondo à prova a minha fé. Mas, descobri recentemente, sou como Jó.

Então, senhoras e senhores cujos nomes omitirei por elegância, podem continuam chutando, batendo, machucando, esfaqueando, atirando, etc. Se no meio desta pancadaria toda eu morrer, morrerei acreditando que a Humanidade toda, inclusive as senhoras e os senhores, são a coisa mais incrível do mundo, a coisa mais bela, admirável e reverenciável.