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POLZONOFF Posts

Melena Contra o Mundo

Para Adlai Lustosa   No campo de quadribol da Academia Brasileira de Letras, Reri Potternilson dos Santos sobe ao púlpito para fazer seu discurso de posse. Ele assumia cheio de orgulho a cadeira número 291, anteriormente ocupada pelo dramaturgo e rapper XPTO – que, num gesto de rebeldia, deu um tiro na cabeça para provar que não era imortal coisa nenhuma. Reri, além de campeão mundial de quadribol, era um poeta celebrado pelo uso inovador de emojis, sobretudo a conturbada berinjela. A plateia, formada essencialmente por octo e nonagenários, aplaude com toda a força que lhes é possível. Orgulham-se, aqueles…

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D.

Na faculdade, eu era completamente apaixonado por uma menina muito magra e loira, a despeito da boca fina demais e do nariz estranhamente rechonchudo naquele rosto anguloso. Hoje sei que, a despeito do clichê, ou melhor, justamente por causa do clichê, o que me encantou nela foi a boina que usava numa aula do Hélio Puglielli. Passei quatro anos atrás da moça, sem sucesso. Depois da faculdade, ela se mudou para a Itália. Insistente ou persistente, não sei, continuei tentando conquistá-la por e-mail, que era como os homens das cavernas se comunicavam. Deu certo. Assim que ela voltou ao Brasil,…

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Dossiê Geneton

  Estou há sete horas tentando escrever algo sobre meu querido amigo Geneton. Na verdade, sete horas só hoje, porque há duas semanas penso que deveria escrever algo para homenageá-lo. Um texto que só poderia receber o título de “Dossiê Geneton”. Mas não consigo. Já pensei em falar um pouco do amigo que me ligava todos os meses para jogar conversa fora e até, pasmem!, para me pedir conselhos. Já pensei em contar nossas aventuras pela noite fria de Curitiba, há não muito tempo. Já pensei em simplesmente descrever a última conversa que tive com ele, a conversa que torna…

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Paródia poética #1

Eu perco amigos como quem posta No Facebook, no Twitter. Me dá unfollow se por agora Estás revoltado e um pouco bitter   Meu post é burro. Por que não me calo? Fotos de gatos… Corrente não… Escrevo correndo. Nem sei o que falo. Quero ser o popularzão.   E nestes textos tão mal-escritos, Tanto fel da boca escorre Fica em silêncio, ó maldito!   – Eu perco amigos como quem morre.

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