Lixo que amamos

por Paulo Polzonoff Jr.

Entrevistei Orlando Orfei em 2001. Foi a primeira vez que me senti jornalista – por mais ridículo que isso possa soar. E é justamente por este apego emocional ao texto que não consigo me livrar dele. Sendo sincero, não consigo sequer relê-lo. Mantenho-o como uma relíquia não só dos circos, mas também do tempo (quase uma década!) em que eu chegava à redação esbaforido, felicíssimo, com a certeza de ter em mãos uma entrevista nada menos do que, vá lá, histórica.