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	<title>Paulo Polzonoff Jr</title>
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		<title>Lixo que amamos</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevistei Orlando Orfei em 2001. Foi a primeira vez que me senti jornalista &#8211; por mais ridículo que isso possa soar. E é justamente por este apego emocional ao texto que não consigo me livrar dele. Sendo sincero, não consigo sequer relê-lo. Mantenho-o como uma relíquia não só dos circos, mas também do tempo (quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.polzonoff.com.br/orlando-orfei/">Entrevistei Orlando Orfei</a> em 2001. Foi a primeira vez que me senti jornalista &#8211; por mais ridículo que isso possa soar. E é justamente por este apego emocional ao texto que não consigo me livrar dele. Sendo sincero, não consigo sequer relê-lo. Mantenho-o como uma relíquia não só dos circos, mas também do tempo (quase uma década!) em que eu chegava à redação esbaforido, felicíssimo, com a certeza de ter em mãos uma entrevista nada menos do que, vá lá, histórica.</p>
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		<title>Fede como lixo que é.</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de tentar recuperar um texto do lixo. Li os primeiros parágrafos. Me esforcei para prosseguir. Ignorei alguns erros. Mas tenho de dizer: cheguei ali pelo meio nauseado. E o texto voltou para o lixo. Aqui talvez caiba um segredinho: no que se refere às muitas porcarias que escrevi, sou um otimista incorrigível. Sempre acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de tentar recuperar um texto do lixo. Li os primeiros parágrafos. Me esforcei para prosseguir. Ignorei alguns erros. Mas tenho de dizer: cheguei ali pelo meio nauseado. E o texto voltou para o lixo.</p>
<p>Aqui talvez caiba um segredinho: no que se refere às muitas porcarias que escrevi, sou um otimista incorrigível. Sempre acho que se pode salvar uma frase ao menos. E é em busca desta frase que às vezes chafurdo em lixos. Mas a boa frase num texto podre é como a laranja da caixa.</p>
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		<title>Já escrevi muito. Já escrevi demais.</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já escrevi muito. O que é só outra maneira de dizer que já escrevi demais. Bater no peito e gritar que não me arrependo de alguns textos é besteira. Mas o que me dá ânsia de vômito mesmo é a quantidade. Houve um tempo em que escrever era para mim realmente uma diversão. À qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já escrevi muito. O que é só outra maneira de dizer que já escrevi demais. Bater no peito e gritar que não me arrependo de alguns textos é besteira. Mas o que me dá ânsia de vômito mesmo é a quantidade. Houve um tempo em que escrever era para mim realmente uma diversão. À qual eu me dedicava com gosto.</p>
<p>Curioso: eu não tinha paz, mas tinha verve. A motivação do louco para botar fogo no circo, e não para admirar os palhaços, que é basicamente o que faço agora.</p>
<p>Seja o que for que eu tenha perdido, acho que dá para recuperar. A menos que eu tenha perdido ou jogado no mar a irrecuperável Graça.</p>
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		<title>Para que a vida valha a pena</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 12:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Saindo do médico ontem, depois de uma (semi)inexplicáve crise depressiva que muito me assustou, descubro, entre outras coisas, que minha saúde depende muito da minha produtividade. Não me refiro apenas a trazudir x laudas por dia; a questão é fazer algo que eu sinta que seja útil. A questão toda é mais profunda do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saindo do médico ontem, depois de uma (semi)inexplicáve crise depressiva que muito me assustou, descubro, entre outras coisas, que minha saúde depende muito da minha produtividade. Não me refiro apenas a trazudir x laudas por dia; a questão é fazer algo que eu sinta que seja útil.</p>
<p>A questão toda é mais profunda do que qualquer laboratório farmacêutico pode pensar e tem a ver com a crença, ilusória ou não, de que a vida não é coisa que se despreze.</p>
<p>O importante é que as nuvens negras se dissipam e, aos poucos, volto a acreditar em algo que, há alguns meses, fiz questão de negar publicamente: se não escrever eu morro.</p>
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		<title>Eterna nostalgia e repulsa</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 12:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu disco rígido tem milhares de textos. Lê-los é flertar com a mais cancerosa das nostalgias. E é também lutar contra a tentação de republicá-los. Alguns me causam admiração. Até porque parecem escritos por outra pessoa. Outros me causam repulsa. No geral, contudo, estas milhares de palavras me causam é dor de cabeça. Porque quero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu disco rígido tem milhares de textos. Lê-los é flertar com a mais cancerosa das nostalgias. E é também lutar contra a tentação de republicá-los. Alguns me causam admiração. Até porque parecem escritos por outra pessoa. Outros me causam repulsa.</p>
<p>No geral, contudo, estas milhares de palavras me causam é dor de cabeça. Porque quero dar a alguns destes textos um destino melhor do que o esquecimento. Mas sou um São Jorge montando o cavalo do Ócio e empunhando a lança da Preguiça.</p>
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		<title>Quando eu chorava</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 18:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Davi]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1982, eu era pequeno demais para entender a tristeza que reinou em casa por conta da eliminação do Brasil na Copa da Espanha. Em 1986 foi bem diferente. Eu já entendia um pouco de futebol – e chorei. Em 1990, me lembro de chorar em todos os jogos, até aqueles que o Brasil ganhou. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1982, eu era pequeno demais para entender a tristeza que reinou em casa por conta da eliminação do Brasil na Copa da Espanha. Em 1986 foi bem diferente. Eu já entendia um pouco de futebol – e chorei. Em 1990, me lembro de chorar em todos os jogos, até aqueles que o Brasil ganhou. </p>
<p>As coisas começaram a mudar em 1994. Chorei um pouquinho de felicidade. Isso porque, naquela época, eu havia começado a acreditar na macabra fantasia de que não viveria para ver o Brasil campeão do mundo.</p>
<p>Em 1998, o choro desapareceu e deu lugar à revolta. Em 2002, não senti nada remotamente parecido com alegria. Em 2006, novamente a revolta.</p>
<p>Agora em 2010, o normal seria que eu ficasse mais uma vez revoltado e nada triste. Mas ao meu lado, no sofá, assistia ao jogo um pequenininho chamado Davi. Meu filho. Ele não entende muito de futebol. Grita “Gol!” esporadicamente. E reage de acordo com as reações dos adultos presentes na sala. Ele sente que está diante de algo interessante, mas não sabe o quê.</p>
<p>Vendo o rostinho incansavelmente risonho dele, tive vontade de chorar. Copa do Mundo é uma decepção que afeta muito as crianças. Me afetou em 1982, 1986 e 1990. E talvez valha a pena fazer um estudo mais profundo do efeito destas derrotas futebolísticas no meu caráter, na minha história&#8230;</p>
<p>Ao ver o Davi gritando “Gol!” todo feliz quando a Holanda virou o jogo, só pude fazer uma coisa: acompanhei-o no coro de alegria com o sorriso de um pai verdadeiramente feliz. Meu filho tem um sorriso lindo, mesmo na derrota.</p>
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		<title>Minha desculpa preferida</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Minhas férias terminaram a partir do momento em que recebi mais um livro para traduzir. O que é duplamente ótimo. Primeiro, pelo trabalho em si, sempre bom. Segundo porque já posso voltar a usar minha desculpa preferida para deixar de fazer coisas que me mandam e coisas pelas quais me sinto obrigado, como atualizar este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minhas férias terminaram a partir do momento em que recebi mais um livro para traduzir. O que é duplamente ótimo. Primeiro, pelo trabalho em si, sempre bom. Segundo porque já posso voltar a usar minha desculpa preferida para deixar de fazer coisas que me mandam e coisas pelas quais me sinto obrigado, como atualizar este espaço: não tenho tempo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desisti #1</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 21:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Desisti de ler A Monster in the Box. Ao menos por enquanto. Não que o livro estivesse ruim, mas eu esperava algo mais&#8230; veloz. Talvez eu o retome em algum momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Monster-Box-Inspector-Wexford-Novel/dp/1439150338/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1277674871&#038;sr=8-1"><img class="alignnone" title="Monster in a Box" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/31xpMIQeBfL._BO2,204,203,200_PIsitb-sticker-arrow-click,TopRight,35,-76_AA300_SH20_OU01_.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Desisti de ler <em>A Monster in the Box</em>. Ao menos por enquanto. Não que o livro estivesse ruim, mas eu esperava algo mais&#8230; veloz. Talvez eu o retome em algum momento.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Blog de raíz</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 21:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das consequências do grande pau que se abateu sobre este espaço é que eu acho que ele vai virar um blog de raíz, com fotos, posts curtos, aquela coisa toda. Tranformação à força. Nada ruim, não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das consequências do grande pau que se abateu sobre este espaço é que eu acho que ele vai virar um blog de raíz, com fotos, posts curtos, aquela coisa toda. Tranformação à força. Nada ruim, não.</p>
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		<title>Deu pau!</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 18:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui atualizar o WordPress e deu um pau geral aqui. Perdi tudo. Se bem que, no caso deste blog, o tudo nem era nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui atualizar o WordPress e deu um pau geral aqui. Perdi tudo. Se bem que, no caso deste blog, o tudo nem era nada.</p>
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