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		<title>Reputação</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 13:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os recentes e múltiplos casos de processos contra blogueiros me levaram a, mais uma vez, repetir a pergunta levantada pelo meu amigo Pedro: a quem pertence a sua reputação? O brasileiro (e a Justiça brasileira) acha que pertence a você; já eu e o bom-senso (somos quase gêmeos) discordamos. A sua reputação pertence a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://queroterumblog.com/lista-de-blogs-processados-ou-ameacados-juridicamente/">Os recentes e múltiplos casos de processos contra blogueiros</a> me levaram a, mais uma vez, repetir a pergunta levantada pelo meu amigo <a href="http://www.pedrosette.com/">Pedro</a>: a quem pertence a sua reputação? O brasileiro (e a Justiça brasileira) acha que pertence a você; já eu e o bom-senso (somos quase gêmeos) discordamos. A sua reputação pertence a qualquer pessoa, menos a você. Querer controlá-la usando a Justiça só o faz ganhar mais uma reputação negativa: a de idiota autoritário.</p>
<p>Usemos, como exemplo, o caso clássico do artista brasileiro Fulano de Tal. Escritor, pintor, cineasta, dançarino e DJ, Fulano de Tal, mais conhecido pelo codinome Fulô, nasceu pobre e, depois de escrever um livro, pintar um quadro, filmar um filme, dançar uma coreografia, discotecar no show da Madonna e plantar uma árvore, enriqueceu absurdamente e virou formador de opinião. Comprou até uma Ferrari que virou sucata depois que ele a espatifou contra um muro na periferia da cidade, só para ver se o air-bag era bom mesmo – e também para protestar contra o capitalismo. Corre à boca pequena que Fulano de Tal é burro. Ele tem, pois, a reputação de ser burro.</p>
<p>O fato de jamais ter feito um teste de QI ou coisa parecida que ateste sua incapacidade cognitiva não o torna menos burro para aqueles que assim o consideram. Eis a tal da reputação. Uma espécie de névoa ou aura que emana do nome de Fulano de Tal. Um tipo de legado impalpável. Quando Fulano de Tal morrer, na lápide pode constar que ele foi um gênio, mas é pela reputação que ele será lembrado: burro.</p>
<p>Vale notar que a reputação nada tem a ver com a verdade. Penso na reputação como um ente espiritual, independente das leis terrenas. O artista multimídia Fulano de Tal pode até ser de fato um gênio. É possível que tenha feito tanto sucesso simplesmente porque tem talento. O que não impede que certas pessoas o vejam como burro. A reputação é um encosto; é um cartão de visitas criado quase que à revelia do pobre-diabo.</p>
<p>Não estou dizendo que Fulano de Tal não deva lutar contra acusações difamatórias. Quem o acusa de ter comprado um diploma de doutor em astrofísica tem que provar. Ponto pacífico. Mas nem mesmo a sentença de cem mil juízes é capaz de reverter uma má reputação, seu burro! Simplesmente porque ela não pertence ao Fulano de Tal; ela pertence a todo mundo que o admira (e diante dos quais ele tem uma boa reputação), odeia ou despreza.</p>
<p>Fico espantado de ver como as pessoas lutam desesperadamente para manter o que é apenas uma impressão falsa de boa reputação. A maioria destes processos se baseia no mesmo e equivocado princípio de que, uma vez exterminada a opinião negativa, a boa reputação é recuperada. Não é. Reputação não é uma ciência exata. </p>
<p>Mais importante: reputação não é algo que se recupere nos tribunais. A quem diga, por exemplo, que Fulano de Tal deixará de ser considerado burro quando criar algo que preste. Pode até ser. Mesmo assim haverá aqueles que, por teimosia ou obstinação (se é que há alguma diferença), continuarão considerando-o burro. O que não o torna, repito, burro. É apenas a reputação.</p>
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		<title>Estranha vida real</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 14:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nada com nada]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou há dois dias sem tuitar. O que é muito, muito estranho. Não posso negar que nas últimas 48 horas vivi uma vida bem diferente. E não só por causa da gripe que me acomete. O efeito mais evidente disso está na minha produtividade estratosférica como tradutor. Mas não só. Tenho terminado meu trabalho mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou há dois dias sem tuitar. O que é muito, muito estranho. Não posso negar que nas últimas 48 horas vivi uma vida bem diferente. E não só por causa da gripe que me acomete. O efeito mais evidente disso está na minha produtividade estratosférica como tradutor. Mas não só. Tenho terminado meu trabalho mais cedo e, por consequência, estou com mais tempo livre para fazer outras coisas. Aqui é que a porca começa a torcer o rabo: como dediquei boa parte do meu tempo nos últimos anos à vida virtual, não há muito o que fazer com este tempo livre.</p>
<p>Mas o mais estranho de se estar ausente do Twitter é saber da existência de toda uma comunidade em torno dele. Às vezes me sinto deslocado, como se estivesse deixando escapar uma novidade imperdível. A sensação é um bocado parecida com o que eu sentia há uns dez anos se não conseguia assistir a um filme do Woody Allen na estreia. Ou quando perdia a peça mais badalada do Festival de Teatro de Curitiba. É uma sensação enganadora de se estar perdendo algo essencial. Mas, racionalmente, sei que não é nada essencial.</p>
<p>Outro fator de complicação nesta história é que trabalho sozinho e em casa. Quando perguntado, eu defendia minha presença, digamos, ostensiva no Twitter alegando que ele garantia minha sanidade mental e um mínimo de comunicação com pessoas durante o dia. O que é e não é verdade. Basta eu ir na esquina para interagir com pessoas.</p>
<p>Por fim, o efeito mais devastador do Twitter: o raciocínio conciso ou enxuto, limitado a 140 caracteres. Eu me dei conta disso depois de ouvir Stephen Fry dizer que o Twitter o fazia pensar em 140 caracteres. O mesmo estava acontecendo comigo. Antes de dormir, minhas reflexões eram curtinhas: não passavam de 140 caracteres. Andando na rua, a mesma coisa. No banho, idem.</p>
<p>Concisão é boa em algumas circunstância, mas péssima em outras. Não me admira que não estivesse conseguindo escrever reportagens ou romances: eu estava (estou?) condicionado a resumir tudo a 140 caracteres.</p>
<p>Não quero, com isso, demonizar o Twitter. Nada disso. Só estou dizendo que, no meu caso, tive alguns prejuízos tanto na vida profissional quanto na pessoal por conta da interação exagerada com uma tela de computador. E agora estou passando por um curioso processo de desintoxicação, para descobrir que existem vida fora da tuitosfera. Confesso que me sinto um pouco ridículo afirmando isso. Mas.</p>
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		<title>Lembra?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 12:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nada com nada]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a gente escutava Guns and Roses no último volume e cantava com voz desafinada de pré-adolescente para o bairro todo ouvir, sem vergonha nenhuma do ridículo?
Quando a vizinha veio dizer que não entendia como um menino tão bonzinho e inteligente podia ouvir uma porcaria daquelas?
Quando a gente não sabia inglês, mas cantava Sweet Child [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a gente escutava Guns and Roses no último volume e cantava com voz desafinada de pré-adolescente para o bairro todo ouvir, sem vergonha nenhuma do ridículo?</p>
<p>Quando a vizinha veio dizer que não entendia como um menino tão bonzinho e inteligente podia ouvir uma porcaria daquelas?</p>
<p>Quando a gente não sabia inglês, mas cantava <em>Sweet Child O´Mine</em> mesmo assim?</p>
<p>Quando a gente ficava sem ar de tanto assobiar em <em>Patience</em>?</p>
<p>Quando a gente queria ter cabelão comprido igual ao do Slash e saiu pela cidade à procura de uma cartola, mas não achou?</p>
<p>Quando a gente economizou o dinheiro da mesada para comprar uma fita k7 do <em>Use your Illusion</em>? Mas a fita enroscou naquele estéreo vagabundo&#8230;</p>
<p>Quando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8SbUC-UaAxE">essa</a> era a música mais linda do mundo?</p>
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		<title>Das muitas ironias virtuais&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nada com nada]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de dar adeus ao Hattrick e ao Formspring, chegou a hora de dizer tchau ao Twitter. Não posso deixar de notar que o fato de eu ter tuitado isso é irônico, mas&#8230;
Sem dramas, por favor. Twitter é divertido. Até demais. Só estou fazendo isso porque quero, já disse, ter uma vida real maior do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de dar adeus ao Hattrick e ao Formspring, chegou a hora de dizer tchau ao Twitter. Não posso deixar de notar que o fato de eu ter tuitado isso é irônico, mas&#8230;</p>
<p>Sem dramas, por favor. Twitter é divertido. Até demais. Só estou fazendo isso porque quero, já disse, ter uma vida real maior do que a virtual.</p>
<p>Manterei a conta apenas para divulgar itens compartilhados pelo Google Reader, o que é feito por um robô.</p>
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		<title>Nesta manhã de domingo</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 12:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quantos textos terei de apagar até conseguir escrever toda uma página que não me enoje?
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantos textos terei de apagar até conseguir escrever toda uma página que não me enoje?</p>
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