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Author: Paulo Polzonoff Jr.

Elogio da alienação

Há quem comemore a politização extrema do brasileiro contemporâneo. Não faltam aqueles que exaltam o “único lado bom” da atual crise política: o cidadão comum está tão imerso no debate político que sabe o nome de deputados, senadores e até dos ministros do Supremo. O que é, evidentemente, uma tragédia. Povo politizado não é só povo infeliz; é povo oprimido. O mito do povo politizado faz parte, como não poderia deixar de ser, da narrativa da esquerda. Sempre foi assim. Ainda nos bancos escolares dos anos 1980 eu ouvia dizer que era importante se interessar por política. Fui obrigado a estudar…

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Tolerância (texto curto com plot twist)

Só consegue ser tolerante quem é pleno em suas convicções. É a dúvida, autodúvida, o que gera essa reação sempre instintiva e raivosa de querer a aniquilação do contrário ou mesmo do diferente. Aniquilação esta que se dá por vários meios, do silêncio ao tiro. Por isso mesmo é que eu, hétero assumido, sou tolerantíssimo com quaisquer outras manifestações da sexualidade. E, fã de todas as carnes do mundo e viciado em proteína animal, não tenho nenhum problema com o surgimento de açougues veganos, por exemplo. Se sou intolerante às vezes (às vezes!) é só quando vejo se manifestar perto…

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O chato

Eu sou um chato. Por quaisquer medidas que se escolha, Fahrenreit, Kelvin e sobretudo Watts. Na opinião de qualquer pessoa e certamente de alguns felinos mais arredios. Até para os fãs de U2 ou Radiohead ou, meu Deus!, Ivan Lins eu sou um chato. Só de ver o primeiro pê do meu nome, sem falar no segundo e no às vezes esquecido “Jr.”, do outro lado há alguém dizendo ou, pior, lembrando: que chato! E de que serve este parágrafo inicial senão como prova inegável: chato, chato, chato! Se às seis da tarde alguém comete a besteira de perguntar como…

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Um estoico distraído

Essa luta contra o ressentimento, contra o desejo de vingança, contra a inveja que dá origem a regimes totalitários (sem falar naquele seu câncer), meus amigos, essa luta é uma luta que não vale a pena lutar. Ao menos não às claras, ao menos não destemidamente, ao menos não com essa ridícula pontinha de esperança. Porque essa luta já foi lutada – e perdida – há milênios. Os ressentidos, vingativos e invejosos (conscientes ou não) encontram conforto nessa curiosa cama de pregos. Ora (odeio textos que têm “ora”, mas… ora!), nada mais agradável – não, nem pipoca, edredon e friozinho!…

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