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Author: Paulo Polzonoff Jr.

O suicídio do menino Ney ou: a queda

Todo mundo se lembra de onde estava quando anunciaram a morte do menino Ney. Minha prima Clara, por exemplo, estava no velório de um parente distante e conta que a dor na capelinha triplicou quando alguém leu a notícia na Internet. Meu pai estava no trânsito e teve de parar no meio da avenida movimentada para assimilar o golpe. Dizem que, nas cidades menores, hordas de meninos saíram às ruas, as bolas de capotão sob os braços, chorando a ponto de abafar o som dos incansáveis carrilhões. De minha parte a lembrança seria para sempre outra. Jamais me esqueci nem…

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Senta que lá vêm dúvidas

É estranha a lógica das redes sociais e o fascínio que essa mesma lógica, ou melhor, falta de lógica, desperta nos usuários – eu entre eles. A coisa toda nasceu como uma forma de você expor ao mundo suas ideias mais interessantes e seus sentimentos mais aflorados, da tristeza à raiva, passando aqui e ali por um segundinho de felicidade. As redes sociais, portanto, seriam uma forma de comunhão, embora sem a Graça e a empatia. Mas qual o propósito dessa exposição? Ou, para usar uma imagem eclesiástica, o que pretende o Grande Confessor (e o que esperamos dele) que…

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O óbvio necessário de Jordan Peterson

Você não vai ler Jordan Peterson porque ele é de direita e não gosta muito das meias coloridas do Primeiro Ministro do Canadá. Você não vai ler Jordan Peterson porque ele é o “filósofo da testosterona”, como escreveu alguém. Você não vai ler Jordan Peterson porque ler autoajuda é coisa (nas suas palavras) de idiota. Você não vai ler Jordan Peterson porque Maps of Meaning é muito melhor e você não tolera essa coisa de sucesso (alheio). Você não vai ler Jordan Peterson porque Deus me livre ler alguma coisa que me ensine algo e me faça mudar para melhor,…

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Buceta rosa

Hoje quis escrever um texto sobre o caso da “buceta rosa”. Na verdade, ontem. À noite. Antes de dormir. Pus a cabeça no travesseiro e, entre um ronco e outro, rascunhei mentalmente a história toda. Houve um momento, antes de finalmente pegar no sono pesado, em que cheguei a pensar que a história renderia um romance – ou no mínimo uma novela. Mas daí o dia nasceu, outros trabalhos tiveram prioridade e o texto, a despeito da gritaria na minha cabeça, acabou abortado. Para quem não sabe ou chegou aqui por acaso, movido pelo título sensacionalista ou por instintos primitivos…

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