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Author: Paulo Polzonoff Jr.

Senta que lá vêm dúvidas

É estranha a lógica das redes sociais e o fascínio que essa mesma lógica, ou melhor, falta de lógica, desperta nos usuários – eu entre eles. A coisa toda nasceu como uma forma de você expor ao mundo suas ideias mais interessantes e seus sentimentos mais aflorados, da tristeza à raiva, passando aqui e ali por um segundinho de felicidade. As redes sociais, portanto, seriam uma forma de comunhão, embora sem a Graça e a empatia. Mas qual o propósito dessa exposição? Ou, para usar uma imagem eclesiástica, o que pretende o Grande Confessor (e o que esperamos dele) que…

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O óbvio necessário de Jordan Peterson

Você não vai ler Jordan Peterson porque ele é de direita e não gosta muito das meias coloridas do Primeiro Ministro do Canadá. Você não vai ler Jordan Peterson porque ele é o “filósofo da testosterona”, como escreveu alguém. Você não vai ler Jordan Peterson porque ler autoajuda é coisa (nas suas palavras) de idiota. Você não vai ler Jordan Peterson porque Maps of Meaning é muito melhor e você não tolera essa coisa de sucesso (alheio). Você não vai ler Jordan Peterson porque Deus me livre ler alguma coisa que me ensine algo e me faça mudar para melhor,…

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Buceta rosa

Hoje quis escrever um texto sobre o caso da “buceta rosa”. Na verdade, ontem. À noite. Antes de dormir. Pus a cabeça no travesseiro e, entre um ronco e outro, rascunhei mentalmente a história toda. Houve um momento, antes de finalmente pegar no sono pesado, em que cheguei a pensar que a história renderia um romance – ou no mínimo uma novela. Mas daí o dia nasceu, outros trabalhos tiveram prioridade e o texto, a despeito da gritaria na minha cabeça, acabou abortado. Para quem não sabe ou chegou aqui por acaso, movido pelo título sensacionalista ou por instintos primitivos…

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Um livro não é um livro não é um livro

Reza a lenda que JD Salinger deixou de publicar suas histórias porque queria que um livro fosse apenas um livro. Isto é, ele queria uma capa sem imagens, nada de orelha ou texto no verso e, evidentemente, nada do próprio nome ali estampado como se fosse, para o leitor, uma garantia de qualidade. Salinger queria que o livro fosse apenas um meio de transmitir histórias e conhecimento, sem o auê todo em torno do objeto e, por consequência e perversão própria do nosso tempo, do autor. Mas a maior ambição de Salinger com esse projeto natimorto era mesmo a criação…

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