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POLZONOFF Posts

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Quarenta e um anos hoje. Para a maioria das pessoas, é uma idade normal e até matematicamente lógica para um homem que nasceu em 1977. Para outras é o início da decadência, a aurora da experiência, ou qualquer outra coisa assim. Para minha mãe é o dia de ela me ligar e dizer: “a essa hora eu estava no hospital”. Para as ex-namoradas é dia de se perguntar: “por onde anda aquele idiota que completa quarenta e um anos hoje?” Para mim, é uma idade especial. Só porque eu quero e a Wikipédia me diz. Quarenta e um é o…

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Desculpe & outras histórias que ninguém vai ler

Lancei uma coletânea de textos. Muitos estão aqui publicados, mas tem algumas coisas inéditas. Tem na Amazon ou, se você é daqueles que adoram o cheirinho do papel, tem impresso também.  

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Escrever é dois-pontos

Escrever é estar quase dormindo, quase mesmo, naquela fronteira entre o despertar e o sono que nada mais é do que uma versão cotidiana da fronteira entre a vida e a morte, só que mais barulhenta por causa do cachorro do vizinho, ter uma ideia, uma coisinha à toa que atravessa sua visão de olhos fechados, se vira para você e manda beijinho antes de se transformar num monstro, uma ideia que nem é tão bonita assim, você pensa, enquanto ela lhe mostra os seios e diz vem, seu safado, vem me comer todinha, rir um risinho entre o infantil…

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Ódio (um autoflagelo por escrito)

  Até eu, que não odeio ninguém, e não odeio mesmo, nestes tempos conturbados me pego odiando. Há alguma coisa no ar, não sei se o chumbo acumulado na atmosfera desde o início da Revolução Industrial ou sutis forças gravitacionais de Júpiter e Saturno ou ainda invisíveis íncubos e súcubos. Há algo de tenso, de carregado, de satânico, de mortal. E, quando dou por mim, assim no meio do dia, sob a água quente do banho, no conforto da minha vida segura e tão estoica quanto possível, estou odiando. Em minha defesa posso dizer que meu ódio é estéril. E…

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A frase

— Eu… Eu matei. Esfaqueei. O amor. Da. Minha vida. Sangue. Meu Deus, o que foi que eu fiz? Venha! Venha! Acho que não. Morto. Muito sangue. Jesus, quem vai limpar todo esse sangue? Me prenda, me prenda. Venha! Vou deixar a porta aberta. Quando os policiais chegaram, encontraram Rebeca ajoelhada ao lado do corpo do marido. Raul olhava para o teto com os olhos esbugalhados e um sorriso agora eterno, o peito mortalmente ferido por instrumento perfurocortante, como dizem os peritos. — Por quê, meu Deus?! Por quê? — se perguntava a assassina viúva. Era teatro. Rebeca sabia muito…

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